Tuesday, February 27, 2007

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o meu pai sempre foi pra mim, apesar de todas as coisas, a pessoa que eu mais me orgulho. aquela que você admira demais e quer mostrar pra todo mundo, sabe? convivência não é uma coisa muito fácil, nos últimos tempos tem sido mais difícil ainda.. mas não é por isso que eu vou deixar de amá-lo incondicionalmente. às vezes eu não o reconheço, às vezes eu não sei o que pensar, mas segundos depois eu esqueço. talvez não seja muito correto esquecer, porque as pessoas tem sim que reconhecer os seus erros e pedir desculpas por isso. mas é o meu pai, e eu não consigo guardar nada de ruim dele.. guardo os melhores momentos e sinto falta. espero que daqui algum tempo eu possa entendê-lo, e que ele também consiga me entender. que as coisas melhorem! que possamos fazer juntos coisas simples, como ir ao cinema ou andar por aí. por que há muito tempo não fazemos isso, e acho que ninguém tem idéia de como faz falta.


"Os pais sempre causam danos aos filhos."

Tuesday, February 13, 2007

vencer o tempo e a distância.

Vencer o tempo e a distância são quase quatro horas da manhã e eu estou aqui, sem o menor sinal do sono. acho que hoje o meu dia não foi dos melhores, daqueles que a gente guarda na memória e tudo mais. apesar das inúmeras risadas na faculdade, das tatuagens de doritos e da aula (sim! foi legal).. o meu dia não foi muito bom. aliás, eu ando meio insatisfeita com muita coisa, acho que nada me contenta, falta alguma coisa. e eu queria muito, muito saber o que é pra ver se consigo suprir essa necessidade de sei lá o quê, pra ver se consigo sair desse preto e branco que tomou conta de mim nos últimos dias. e não, eu não demonstro, eu nunca demonstro, é sempre assim. eu guardo pra mim, mas isso me acaba. e se ao menos eu soubesse o motivo! eu sempre acabo deixando pra lá e tudo passa naturalmente, como se nem tivesse existido. e aí vem o que eu li no livro hoje mais cedo, "vencer o tempo e a distância" tem sido o mais importante dos meus objetivos nos últimos tempos, mas não é fácil, ninguém nunca disse que seria fácil. as coisas são melhores assim, quando são mais difíceis mesmo. só que chega uma hora que, bah! você olha pro lado e é como se tivesse um vazio, nada preenche. e cadê aquilo que te fazia acreditar que poderia vencer tudo isso? às vezes desaparece.. às vezes você procura, procura mas não encontra...

"A linguagem oral, entretanto, sofre de duas sérias limitações: a falta de permanência e a falta de alcance. (...) As mensagens escritas, com efeito, podem ser transportadas a qualquer distância."

Sunday, February 11, 2007

cinza, cinza, cinza.

acho que a minha criatividade desapareceu, assim como as cores no visor da minha câmera. (a equação é simples, preguiça + visor da câmera branco + falta de criatividade = desânimo). mas se fosse só isso! os dias tem sido cinza, mesmo que por aqui faça aquele sol que chega a ser insuportável. eu amo os dias cinza, mas não aqueles que assim são determinados pela mente/alma/coração ou seja lá o que for. eu gosto da chuva, do cheiro dela e do barulho dos pingos. gosto das nuvens, do frio, da vontade de ficar abraçado. não gosto quando o sol tá lá fora mas na frente dos meus olhos tem algo que faz com que o céu fique simplesmente cinza, estático demais, uniforme demais. acho que eu preciso de um café, de um livro e de chuva, muita chuva. pra lavar, sabe?

Monday, February 5, 2007

depois da chuva.

quando a gente se depara com algo assim as coisas parecem um tanto difíceis, mas quando muitas coisas acontecem ao mesmo tempo você se sente perdido às vezes. e por mais que falem, por mais que você saiba que isso acontece com milhares de outras pessoas, parece sempre difícil demais. outro dia eu li que as coisas nos chegam exatamente na medida certa, na medida que podemos suportar. talvez seja como dizem, talvez não tenha sido a hora certa, talvez não fosse pra dar certo agora ou sei lá. mas que merda! por que não agora? o que impede? eu não entendo e me pergunto todos os dias, perco o sono pensando nisso, pra tentar entender porque aconteceu assim, pra pensar no que mais eu posso fazer. eu esperei tanto, imaginei, sonhei.. talvez tenha sido isso, talvez eu devesse agir com indiferença, como se aqueles dias que eu tanto queria que chegassem, fossem dias normais. talvez por isso aqueles dias ainda não chegaram.. mas parece que estou me encontrando! e outro dia a minha mãe me disse algo sobre as coisas ruins acontecerem antes do aniversário de cada pessoa. nunca acreditei nessas coisas, mas agora acho que parece verdade. e a tempestade de coisas ruins na minha vida parece estar acabando (isso até soou um pouco dramático, mas é verdade). as coisas dão errado para depois tomarem o caminho certo, todo mundo sabe disso (e quando passar completamente eu estarei rindo à toa). enfim, caloura de publicidade e propaganda e encantada com o mundo novo que conheci há poucos dias. agora eu preciso de paciência, comigo mesma. preciso de um tempo pra me sentir bem comigo mesma e pra voltar a ser a minha gande a amiga. pra colocar os meus pensamentos e sonhos (ambos bagunçados) no lugar. e tempo pra sorrir, sorrir, sorrir.. coisa que sei fazer bem!